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Sessão do grupo de leitura – 21 de Março de 2019 às 18:30h: «Estuário», de Lídia Jorge
Notícia mar. 2019

  • Sessão do grupo de leitura – 21 de Março de 2019 às 18:30h: «Estuário», de Lídia Jorge

Na próxima reunião, o grupo de leitura do Clube do Pessoal EDP – Lisboa regressa a Lídia Jorge, desta vez a propósito de «Estuário», romance publicado há menos de um ano mas já integrante da nossa Biblioteca. A Escritora tem uma sólida carreira literária, iniciada em 1980 com «O dia dos prodígios», obra entretanto reforçada e diversificada entre romances, contos, ensaios, literatura infantil, teatro e crónicas, merecedora de muitos prémios, traduzida em mais de vinte línguas, estudada em inúmeras Universidades e, também, justamente reconhecida por significativa intervenção cívica. Na obra em apreço, dá voz a uma perspetiva individual e familiar ante a máquina compressora do Estado e dos acontecimentos, uma espécie de grito ou canto, uma pungente e poderosa reflexão sobre os nossos destinos e a nossa consciência.

A sessão ocorrerá no Dia Mundial da Poesia, pelo que tomaremos outras vozes e partilharemos declamações, em modestíssima homenagem pelos centenários da Poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen e de Jorge de Sena – este último, além de Poeta, escreveu o romance a que dedicámos a leitura anterior, «Sinais de Fogo», na admirável e enriquecedora companhia e lição do Prof. Jorge Vaz de Carvalho: fogo bélico, fogo amoroso e fogo poético, assim nos decifrou uma autêntica obra de arte da nossa literatura do século XX, em grande parte autobiográfica, e monumental descrição das mentalidades e da sufocante ambiência que Portugal vivia no deflagrar da Guerra de Espanha, em 1936, alvores também da tragédia que se abateu sobre a Europa e o Mundo na segunda Grande Guerra. Além das preciosas chaves de leitura, o Prof. Jorge Vaz de Carvalho ofereceu-nos um enquadramento rigoroso da obra de Jorge de Sena no contexto da literatura portuguesa, nas diferentes disciplinas em que Jorge de Sena foi exímio Autor, assinalando e cruzando as incontáveis referências sociais, políticas, literárias e, naturalmente, biográficas de que «Sinais de Fogo», apesar de obra incompleta e póstuma, constitui completíssimo catálogo, além de imponente manifesto do despertar para a maturidade individual, social e política do então jovem Escritor, na descoberta de si próprio e da sua poética voz interior.

Obrigado e até dia 21 de Março, às 18:30h, na Delegação de Lisboa, Av. Defensores de Chaves, 4C, com leituras e poesias para partilhar.

Sessão do grupo de leitura – 21 de Fevereiro de 2019: «Sinais de Fogo», de Jorge de Sena
Notícia fev. 2019

  • Sessão do grupo de leitura – 21 de Fevereiro de 2019: «Sinais de Fogo», de Jorge de Sena

A sessão de Janeiro sobre «O Vice-Rei de Ajudá», de Bruce Chatwin: uma escrita peculiar, de ritmo cativante e estilo sincopado, humores variáveis, linguagem dura, crua e até sórdida, descrições onde se torna difícil destrinçar entre a realidade e a fantasia, qual delas a mais inquietante… Pertinentes e exóticas referências aos territórios e costumes do Brasil, Daomé (atual Benim, no golfo da Guiné, ex-«Costa dos escravos») e Portugal, recheiam o enredo em torno de histórias do tráfico negreiro. Narrativa inesquecível, deixou impressões fortes, nem sempre consensuais, garantia de aceso debate em mais uma bela sessão do nosso grupo de leitura.

Dia 21 Fevereiro, das 18:30h às 20:00h, no Clube do Pessoal EDP, ainda sob o signo da «viagem», refletiremos sobre um romance de vulto, autobiográfico e atravessado pelo exílio: «Sinais de Fogo», de Jorge de Sena, autor maior da literatura portuguesa do século XX, nascido em 1919 e a quem a «Colóquio Letras» #200 presta qualificada homenagem. Para nos acompanhar e ilustrar, convidámos o Prof. Jorge Vaz de Carvalho, cuja tese de doutoramento sobre Jorge de Sena e «Sinais de Fogo como romance de formação» é justamente considerada “um monumento”.

Por falar em centenário, este ano também dedicaremos algumas leituras a Sophia de Mello Breyner Andresen, talvez em Abril, mês em que a “poesia está na rua”. Em Março, também a 21, leremos «Estuário», de Lídia Jorge, também evocador dos múltiplos sentidos de viagem.

Faça-nos companhia em boas leituras!

Sessão do grupo de leitura – 17 de Janeiro de 2019 das 18:30h às 20:00h: «O Vice-Rei de Ajudá», de Bruce Chatwin
Notícia jan. 2019

  • «O Vice-Rei de Ajudá», de Bruce Chatwin

Em 2019 continuamos a viagem aventurosa da leitura.

Este ano celebra-se o V Centenário do início da primeira circum-navegação da Terra, planeada pelo português Fernão de Magalhães, idealizador e capitão general da famosa expedição, um paradigma para muitos viajantes. O cronista veneziano António Pigafetta, um dos poucos a concluir a romagem marítima à volta do globo, ofereceu ao Rei Carlos I uma cópia do respetivo relato, assim legado à posteridade, como aliás era seu prévio propósito. Essa crónica, tal como «As Viagens de Marco Polo», a «Peregrinaçam», de Fernão Mendes Pinto, ou a Carta de Pêro Vaz de Caminha sobre o achamento das praias, das terras e dos povos do Brasil, integra o Património Cultural da Humanidade - tais documentos ainda hoje povoam e inspiram o imaginário de milhões de leitores, viajantes e outros sonhadores do mundo.

Neste espírito, dedicamos a sessão de Janeiro, dia 17, na Delegação de Lisboa do nosso Clube do Pessoal EDP, Av. Defensores de Chaves, 4 C, à obra «O Vice-Rei de Ajudá», de Bruce Chatwin. O Autor celebrizou-se pelos seus livros de viagens, nomeadamente «Na Patagónia», sobre a região assim batizada por Fernão de Magalhães ao ver os pés enormes dos então habitantes daqueles confins, onde preparava o encontro com um novo oceano, bem mais pacífico do que as águas tormentosas do cabo sul-americano a que deu nome, depois de arrojadamente o superar.

A última leitura do ano deu bom proveito: em Dezembro, «Tanta gente, Mariana», de Maria Judite de Carvalho, revelou uma escrita esplêndida, sóbria e contida mas substancial e de interessantes enredos individuais, familiares e sociais, em especial caracterizando bem as personagens de mulheres e a sua condição. A linha é porventura indefinível em correntes literárias mas de uma pertinência afinal percussora de outras Escritoras que também procuraram libertar-se dos constrangimentos da sociedade portuguesa no terceiro quartel do século passado. A oportuna reedição da obra de Maria Judite de Carvalho foi bem referenciada na imprensa especializada e escolhida pelos críticos Pedro Mexia e José Mário Silva entre as suas 10 melhores leituras de 2018.

A ver se este ano também acertamos em cheio e temos muito por onde escolher: a biblioteca do Clube do Pessoal EDP tem mais de 12 mil volumes. Talvez voltemos a temas de viagens ou mesmo a Fernão de Magalhães… Para Fevereiro, dia 21, escolhemos «Sinais de fogo», de Jorge de Sena. Quer sugerir alguma obra para lermos em 2019? Bom ano e boas leituras!

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